segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A morte, a perda, a dor.

Minha avó materna faleceu, dia 24 de junho passado. Nunca conheci meu avô paterno, ele morreu quando papai tinha 4 anos. Meu avô materno se foi há 15 anos. Minha avó paterna faleceu quando eu estava grávida, ou seja, há 6 anos. Então, junto com minha vovó Coracy, se foi uma geração, um passado, uma história da minha família. Minha mãe perdeu o norte, já que há vários anos vivia para cuidar da vovó.
Não foi uma morte inesperada, ela já estava internada fazia um mês, mas que morte é esperada? Programada? Prevista?
Ah, esse ser que chega e traz consigo o desespero, a dor, as lágrimas, em qualquer das circunstâncias. Esse momento que é certo, mas não é esperado. Nunca estamos prontos para ela, nunca. Mesmo quando se pensa que é hora, a revolta nos abate no momento da notícia.
Não há aquele que não seja amado por alguém, que não tenha família, que não tenha planos.
Ela nunca traz a paz. Sempre faz tristes, quem antes se achava feliz.
Com ela, se aprende a aceitar que as coisas não são exatamente como e quando queremos.
Com a falta, nos acostumamos, depois de um tempo, depois do luto. Mas nunca deixamos de ter saudade, de ter lembranças, de molhar os olhos quando se fala sobre.
Fecha-se um ciclo. Mas, tal qual um filme europeu, ao seu final, ficam sempre aquelas perguntas a serem respondidas. Cada um responde como entender, se entendeu.

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